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TIPOS:
O Celeron é um laminado industrial, duro e denso, fabricado através
de aplicação de calor e pressão em camadas de tecido de algodão
impregnadas com resinas sintéticas (fenólicas). Quando o calor e
a pressão são aplicados simultaneamente às camadas, uma reação química
(polimerização) ocorre, aglomerando as camadas em uma massa sólida
e compacta. É importante uma pequena explanação do que é um produto
termofixo: Termofixo é aquele material que, após aplicação de calor
e pressão torna-se permanentemente rígido, não podendo posteriormente
ser termoformado. Portanto, o Celeron enquadra-se nesta família
de produtos.
O Celeron é diferenciado de acordo com a malha do tecido usado,
variando de grosso, médio, fino e extra fino. As chapas em malha
grossa são largamente utilizadas no mercado industrial. Entretanto,
a especificação da malha dependerá do desenho e configuração da
peça a ser produzida. Quanto mais fina for a malha, melhor será
o acabamento da peça.
DESCRIÇÃO
DOS LAMINADOS
Laminado
plástico industrial é duro e denso material feito por aplicação
de calor e pressão à camadas de papel ou tecido impregnados
com resinas sintéticas. Essas camadas normalmente são de celulose
ou tecidos de algodão, amianto, vidro ou de flocos. Quando o calor
e a pressão são aplicados simultaneamente às camadas, uma reação
química (polimerização) ocorre, aglomerando as camadas em uma massa
sólida e compacta. O plástico pode ser classificado em dois grupos
distintos, de acordo com o método de fabricação e características
físicas:
A)
denominado Termoplástico aquele que repetidas vezes amolece
pela aplicação de calor e reendurece ao esfriar.
B)
denominado Termorígido aquele que é permanentemente rígido pela
aplicação de calor e pressão.
No
campo de Plástico Termorígido ou Termoestável, geralmente existem
três sub grupos que tem enorme interesse industrial:
- Pó
de moldagem
- Laminado
decorativo
- Laminado
industrial.
O
laminado plástico é o do terceiro item:
- Laminado
técnico de alta pressão ou laminado industrial.
Sob
este título entendemos as combinações de várias resinas sintéticas
e de uma série de reforços básicos, produzidos de acordo com as
propriedades desejadas (características físicas, mecânicas, elétricas
e químicas).
CARACTERÍSTICAS
PRINCIPAIS
REFORÇOS BÁSICOS
Laminado
técnico reforçado com tecidos de algodão (celeron) são usados
para fins estruturais onde as exigências mecânicas são maiores que
as elétricas, o produto tem características principais como alta
resistência ao desgaste, ao cisalhamento e o choque, baixo coeficiente
de atrito, amortece ruídos e absorve vibrações, as características
elétricas são inferiores as do laminado fabricado na base de papel
(fenolite), por outro lado é viável estampar com certa facilidade
até 4,0mm, inclusive.
O
laminado CELERON é diferenciado de acordo com a malha do tecido
usado, variando de extra-fino, C-1004, fino, C-1003, médio, C-1002
e grosso, C-1001. Cada uma dessas malhas, tem uma estrutura bem
definida, como segue:
| Tipo
de celeron |
Fios/cm²*
|
Camadas/mm
de espessura *
|
| Extra-fino
- C-1004 |
60
|
5,6
|
| Fino
- C-1003 |
45
|
3,1
|
| Médio
- C-1002 |
34
|
2,4
|
| Grosso
- C-1001 |
22
|
1,8
|
*
variando ± 5%
Além
dessas características gerais, acrescentamos mais algumas:
- Calor
específico, kcal/kg ºC, 0,35
- Condutibilidade
térmica, kcal/m/h/ºC, 0,30
- Coeficiente
de atrito a seco 0,22 e lubrificado 0,05
Uma
linha especial de laminado industrial é a do tipo fabricado com
reforço de tecido de fibras naturais inorgânicas, e resinas fenólicas,
tem uma importância industrial muito grande, devido às propriedades
físicas não encontradas em laminados de fibras orgânicas (celeron),
como mínima variação dimensional a temperaturas mais altas e durabilidade
aliada a baixo coeficiente de atrito.
Os
reforços acima mencionados são impregnados sobre pressão e calor
em laminados com características desejáveis. As resinas principais
para este fim são fenólicas, melamínicas e de epóxi, todas usadas
na forma líquida.
As
propriedades dos laminados podem variar de acordo com a resina usada,
o reforço empregado e o processo de laminação utilizado. Todos
os valores das características dos laminados, são típicos e não
mínimos garantidos. A escolha do laminado adequado para um uso
específico é um problema de engenharia.
PRINCIPAIS
APLICAÇÕES
SIDERURGIA:
Mancais,
Segmentos, Casquilhos, Chapas de desgaste, Gaxetas, Colarinhos,
Anéis, Buchas, Chavetas, Placas de Deslizamento, Cunhas, Guias,
Acoplamentos, Tampas de Caixa de Sucção, etc.
ELETRO
ELETRÔNICAS: Isoladores, Conectores, Prensa-Cabos, Arruelas,
Chapas Isolantes, Painéis, Cremalheira, Anéis, Suportes, Engrenagens,
Carretéis, Peças Isolantes, Dutos, Pinhões, Separadores, Discos,
Placas de Terminais, Tubos Protetores para Fusíveis, etc.
PAPEL
E QUÍMICA: Raspadeiras, Acoplamentos para Filtro, Raspadores
para Cilindros, Coberturas para Superfícies, Réguas, Rodízios,
Rodas, Agitadores, etc.
TÉXTEIS:
Lançadeiras, Potes de Fiação, Carretéis, Fitas de Arraste, Rodas
Dentadas, Cunhas, Guias, Discos de Fricção, Pinhões, Rodízios,
etc.
MECÂNICA
GERAL: Espaçadores, Calços, Gaxetas, Cremalheiras, Engrenagens,
Martelos, Guias para Correntes, Pistões, Rodas Dentadas, Palhetas,
Polias, Discos de Fricção, Porta Esfera para Rolamentos, Acoplamentos,
Pinhões, Rodízios, Cilindros, etc.
FORMATO
DISPONIBILIDADE
PROPRIEDADES
DE LAMINADOS INDUSTRIAIS
MECÂNICAS
Laminados
baseados em tecidos são selecionados para resistir a choque de cargas
elevadas e ao desgaste, são mais macios que os laminados fabricados
com papéis; a malha do tecido utilizado na confecção do laminado
(celeron), influi, interfere na precisão da usinagem e estampagem,
bem como na acabamento das peças (tecido mais fino representa maior
precisão e melhor acabamento).
QUÍMICAS
Laminados
fenólicos geralmente não são atacados pelos solventes comuns como
álcool, éter e derivados do refino de petróleo, resistem a baixa
concentração de ácidos inorgânicos (exceto ácido nítrico e crômico),
e ácidos orgânicos como cítrico, maleico, acético e lático. São
atacados pelos ácidos oxidantes já referidos principalmente a temperaturas
e concentrações elevadas, bem como pelos álcalis fortes.
TÉRMICAS
De
praxe, os laminados em papéis (fenolite - fenolite - super) ou em
tecidos de algodão (celeron) podem ser usados ininterruptamente
a 120ºC, com picos de 170 ºC. Todos os laminados tendem
a sofrer a ação do calor acima de 100ºC, porém quando são presos
a um suporte mineral ou metálico, resistem temperaturas mais altas.
FÍSICAS
É
impossível para o laminado técnico acompanhar as tolerâncias de
aço ou outro metal em uso nas indústrias, o coeficiente térmico
de expansão é de 3 a 5 vezes mais alto que o do aço, os laminados
industriais sofrem alterações dimensionais sob ação de umidade com
menor ou maior intensidade. Devido a alta resiliência, é possível
trabalhar com tolerâncias maiores, que seriam necessárias para um
material mais rígido.
ELÉTRICAS
Resistência
dielétrica pode variar devido à configuração dos eletrodos, o meio
e as condições em que o isolante é ensaiado.(as partes usinadas,
cortadas, furadas são vulneráveis à ação da umidade, depois de usinar
é conveniente secar e envernizar o local).
ARMAZENAMENTO
Tratando-se
de materiais relativamente sensíveis à umidade, recomendamos a estocagem
destes em lugares secos (se for possível, em ambiente refrigerado
ou com umidade controlada em torno de 40-48% umidade relativa).
As
chapas devem ser armazenadas sempre na posição horizontal, servindo
de base uma prancha de madeira bem calçada e com planicidade invariável.
Altura da pilha não deve ultrapassar os 80cm. Não empilhar chapas
com dimensões diferentes.
Chapas
armazenadas verticalmente tendem a empenar, principalmente as
que ainda não sofreram envelhecimento natural. Os laminados técnicos
são confeccionados com materiais orgânicos, que tem uma limitada
resistência à ação da luz solar, causando mudança de coloração superficial,
aparecendo escurecimento natural. Esta alteração não interfere na
qualidade do laminado.
CELERON
C-1004
Laminado
estratificado com tecido de algodão, malha extra-fina. Preenche
os requisitos das normas internacionais como NEMA classe L,
DIN 7735 Hgw 2083, ISO/R 1642 PF CC3, e outras. Este material
é próprio para fabricar engrenagens ou outros produtos de alta
precisão, palhetas de ferramentas pneumáticas, e muitas outras
peças onde exigem ausência de vibrações, funcionamento silencioso
e ausência de lubrificantes. Não é recomendado como isolante primário.
CELERON
C-1003
Laminado
confeccionado com tecido de algodão malha fina, resultando em
produto de altíssima qualidade. Preenche os requisitos das normas
internacionais como NEMA classe C, DIN 7735 Hgw 2082, ISO/R
1642 PF CC1, e outras. É viável a adição de grafite neste
laminado para obter certas qualidades, porém as características
mecânicas sofrem redução considerável. É recomendado para produzir
buchas, prismas, polias, anéis de vedação, rodas dentadas e outros.
Não é recomendado como isolante primário.
CELERON
C-1002
Constituído
de tecido de algodão malha média, possuindo grande resist6encia
mecânica. Atende as exigências técnicas das normas internacionais
como NEMA classe C, DIN 7735 Hgw 2082, e outras. Recomendável
para confeccionar guias de máquinas, flanges, arruelas, roldanas
e muitos outros. Não é recomendado como isolante primário.
CELERON
C-1001
Laminado
produzido com tecido de algodão malha grossa, para obter um produto
econômico e com excelentes qualidades físicas e mecânicas. Preenche
os requisitos das normas usuais como NEMA classe C, DIN 7735 Hgw
2081, e outras. É recomendado para confeccionar peças como polias,
guias, mancais, rodas, buchas, tampas de caixa de sucção, chapas
de desgaste e muitos outros. Não é viável como isolante primário.
CELERON
C-1003M
Laminado
baseado em tecido de algodão e resina melamínica, possui coloração
esbranquiçada ou ligeiramente amarelada. Preenche os requisitos
da norma DIN 7735 Hgw 2282. Além da qualidade da linha
CELERON, possui excelente resistência ao arco voltáico, ao calor
(uso contínuo a 140ºC) e à chama e resiste ao meio
alcalino. Recomendamos usar como barreira de arco voltáico
em contadoras, "relays", e painéis, bem como em processos de galvanoplastia,
eletrólise, purificação de alumínio e muitos outros. Não deve
ser usado como isolante primário.
CELERON
ELÉTRICO C-1003E
Laminado
estratificado com resinas fenólicas modificadas e tecido de algodão,
para fins muito especiais, onde exigem propriedades elétricas
mais aprimoradas aliadas às características mecânicas e físicas
do CELERON, já detalhadas. As características, em linhas normais,
obedecem as normas internacionais como NEMA classe CE, DIN
7735 Hgw 2082.5 e outras.
RECOMENDAÇÕES
PARA USINAR LAMINADOS TÉCNICOS.
CORTAR
O
instrumento cortante deve ser de metal duro e bem afiado, ângulo
de corte 0º, ângulo de saída 20º, velocidade de corte:
200m/min. com alimentação (avanço) moderada.
SERRAR
Pode
ser usado serra de fita e/ou serra de disco.
A serra de fita deve ser de aço rápido com o mínimo de 400 dentes/m
e ter uma velocidade de cerca de 1600rpm.
A serra de disco deve ter pastilhas de metal duro afiadas, com
o mínimo de 100 dentes/m, e trabalhar numa velocidade de 3800
a 4500rpm, com alimentação de cerca de 600mm/min.
FURAR
Usamos
furadeira de alta rotação e brocas com ponta de metal duro e/ou
brocas devem ser bem afiadas com ângulo de 70º e ângulo de
saída de 80º, velocidade de corte
Nunca
usar solução refrigerante, remover os cavacos com freqüência,
furar sobre madeira ou semelhante para proteger a saída da ferramenta
e evitar o lascamento do laminado. A fim de evitar o fendilhamento
na furação, é conveniente envolver a peça com uma cinta metálica.
Furar com avanço moderado.
LIXAR
O
melhor resultado é alcançado com lixamento contínuo usando fita
ou cinta encostado de pano, desbastando com grana 36/40, e fazer
acabamento com grana 180/220.
ESTAMPAR
Laminado
considerado estampável a frio deve ser estampado numa temperatura
não inferior a 23ºC. Laminado estampável a quente, deve ser
pré aquecido num ambiente uniforme ventilado a cerca de 80ºC
por um período de 20 minutos, tempo necessário para o material
absorver o calor uniformemente, (jamais aquecer o material duas
vezes; uma vez aquecido, deve ser estampado). A ferramenta de
estampo deve ser bem afiada e polida e seu projeto deve obedecer
as normas previstas para o laminado técnico.
POLIR
Deve
ser feito polimento com disco de feltro ou pêlo de carneiro, junto
com uma cera de polir sem abrasivos (eventualmente cera de carnaúba),
velocidade periférica da politriz: ± 30m/seg.
MANDRILHAR
Não
é recomendável no caso de laminado técnico, é preferível abrir
o furo com a dimensão exata (não esquecer de proteger a saída
da ferramenta).
TORNEAR
Ferramenta
deve ser de metal duro com ponta chanfrada e ângulo de corte parecido
com a do ferro fundido, velocidade periférica ± 200m/seg., avanço
moderado 0,3 a 0,5 min.ver.
FRESAR
Importante:
Durante a usinagem é conveniente remover o pó e os odores, por
exaustores e/ou elvadores de gases, (que apesar de não serem agressivos
à saúde, incomodam os operadores).
P.S.
para colar o laminado industrial, as superfícies a serem juntadas,
obrigatoriamente, devem ser lixadas para remover os resíduos de
lubrificantes usados na prensagem e aumentar a ancoragem da cola;
deve ser usado adesivo reativo de 2 componentes de cura média
(24h.).
Usinar
(preferencialmente), perpendicularmente à laminação, sem esquecer
a placa de proteção na saída da ferramenta. Ferramenta cega, queima
o material prejudicando a operação (o laminado fenólico é levemente
abrasivo).
Para
definir o CELERON ideal para engrenagens há uma fórmula prática:
A
divisão dos números de dentes pelo diâmetro em mm, resulta:
-
menor,
que 0,63, usar CELERON C-1002 (malha média)
-
entre
0,63 e 0,945, usar CELERON C-1003 (malha fina)
-
maior,
que 0,945, usar CELERON C-1004 (malha extra-fina), independente
do formato dos dentes.
NOTA
Este Boletim Técnico poderá ser alterado sem aviso prévio.
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