|
CORTE
E USINAGEM
USINAGEM
A
usinagem dos plásticos de engenharia pode ser efetuada perfeitamente
com máquinas para metais ou madeiras.
Importante:
os materiais plásticos possuem condutividade térmica
baixa. Na usinagem é conveniente realizar um resfriamento
da ferramenta para melhorar o acabamento e evitar tensões
internas que podem gerar deformações ou até
o rompimento da peça.
FERRAMENTA
DE CORTE
A
qualidade do corte eo desprendimento do cavaco durante a usinagem
são mais importantes que a natureza do metal da ferramenta,
embora o metal duro seja preferível para a usinagem, um melhor
acabamento superficial é obtido com uma ponta útil
corte arredondada.
TOLERÂNCIAS
DE USINAGEM
As
variações dimensionais, por absorção
de umidade e dilatação térmica dos plásticos,
é superior a dos metais. Principalmente no nylon é
importante que no momento da usinagem leve-se em consideração
a variação dimensional, pois após o refriamento
da peça as dimensões serão inferiores as requeridas.
ARMAZENAGEM
Os
plásticos quando expostos a variações de temperatura,
umidade a pressões podem ter variações no dimensional
e formato. Os produtos em sua armazenagem devem ficar na posição
horizontal, mantendo-os planos e com apoios em toda a sua extensão.
Aconselha-se
também não manter pesos em apenas uma parte do produto,
para evitar deformações indesejadas (empenamento).
NOTAS
PARTICULARES
Furação:
A ponta de corte da broca deve estar afiada para poder executar
um corte regular até o final de grandes diâmetros (maiores
que 20mm) se aconselha efetuar furos progressivos (diferença
entre brocas não superior a 10mm) e sacar a broca para evitar
o acumulo de cavacos.
Corte
de serra: as serras para madeiras com dentes separados dão
um melhor corte.
Rosqueamento:
Deve-se utilizar somente o macho de acabamento, com muito ângulo.
Para se aumentar a resistência mecânica, aconselha-se
a utilização de sistemas de insertos de roscas tipo
"heli-coli".
Refrigeração:
os refrigerantes de corte não são indispensáveis,
porém são aconselháveis, particularmente em
usinagem delicada e furações.
Fixação:
a fixação sobre a máquina de usinagem deve
ser feita com muito cuidado afim de se evitar deformações.
|
TIPO DE USINAGEM
|
ÂNGULO,
AVANÇOS, VELOCIDADE DE TRABALHO
|
PA
6.0
|
POM
|
PP/PEAD
|
| TORNEAR |
Ângulo
de incidência |
5-10º
|
5-10º
|
10-15º
|
| . |
Ângulo
de saída de cavacos |
5-15º
|
5-10º
|
5-10º
|
| . |
Avanço
(mm/rotação) |
0,1-0,3
|
0,1-0,4
|
0,2-0,5
|
| . |
Velocidade
de corte (m/min) |
>200
|
>300
|
>250
|
| FRESAR |
Ângulo
de incidência |
10-20º
|
5-15º
|
10-20º
|
| . |
Ângulo
de saída de cavacos |
5-15º
|
5-15º
|
5-20º
|
| . |
Avanço
(mm/rotação) |
>0,03
|
>0,2
|
>0,05
|
| . |
Velocidade
de corte (m/min) |
>1000
|
>1000
|
>1000
|
| SERRAR |
SERRA
FITA |
.
|
.
|
.
|
| . |
Ângulo
de incidência |
20-30º
|
20-30º
|
15-30º
|
| . |
Ângulo
de saída de cavacos |
2-5º
|
0-5º
|
5-8º
|
| . |
Passo
(mm) |
3-8
|
2-5
|
3-10
|
| . |
Velocidade
de corte (m/min) |
>500
|
>1000
|
~1000
|
| . |
SERRA
CIRCULAR |
.
|
.
|
.
|
| . |
Velocidade
de corte (m/min) |
~1500
|
~1500
|
~
|
|
FURAR
|
Ângulo
de incidência |
5-15º
|
5-10º
|
10-15º
|
| . |
Ângulo
de saída de cavacos |
10-20º
|
15-30º
|
10-30º
|
| . |
Ângulo
de ponta |
60-115º
|
60-90º
|
60-90º
|
| . |
Avanço
(mm/rotação) |
0,1-0,3
|
0,1-0,3
|
0,1-0,3
|
| . |
Velocidade
de corte (m/mm) |
50-150
|
50-200
|
100-150
|
NOTA
Este Boletim Técnico poderá ser alterado sem aviso prévio.
|