NYLON 6.0

CORTE E USINAGEM

USINAGEM

A usinagem dos plásticos de engenharia pode ser efetuada perfeitamente com máquinas para metais ou madeiras.

Importante: os materiais plásticos possuem condutividade térmica baixa. Na usinagem é conveniente realizar um resfriamento da ferramenta para melhorar o acabamento e evitar tensões internas que podem gerar deformações ou até o rompimento da peça.

FERRAMENTA DE CORTE

A qualidade do corte eo desprendimento do cavaco durante a usinagem são mais importantes que a natureza do metal da ferramenta, embora o metal duro seja preferível para a usinagem, um melhor acabamento superficial é obtido com uma ponta útil corte arredondada.

TOLERÂNCIAS DE USINAGEM

As variações dimensionais, por absorção de umidade e dilatação térmica dos plásticos, é superior a dos metais. Principalmente no nylon é importante que no momento da usinagem leve-se em consideração a variação dimensional, pois após o refriamento da peça as dimensões serão inferiores as requeridas.

ARMAZENAGEM

Os plásticos quando expostos a variações de temperatura, umidade a pressões podem ter variações no dimensional e formato. Os produtos em sua armazenagem devem ficar na posição horizontal, mantendo-os planos e com apoios em toda a sua extensão.

Aconselha-se também não manter pesos em apenas uma parte do produto, para evitar deformações indesejadas (empenamento).

NOTAS PARTICULARES

Furação: A ponta de corte da broca deve estar afiada para poder executar um corte regular até o final de grandes diâmetros (maiores que 20mm) se aconselha efetuar furos progressivos (diferença entre brocas não superior a 10mm) e sacar a broca para evitar o acumulo de cavacos.

Corte de serra: as serras para madeiras com dentes separados dão um melhor corte.

Rosqueamento: Deve-se utilizar somente o macho de acabamento, com muito ângulo. Para se aumentar a resistência mecânica, aconselha-se a utilização de sistemas de insertos de roscas tipo "heli-coli".

Refrigeração: os refrigerantes de corte não são indispensáveis, porém são aconselháveis, particularmente em usinagem delicada e furações.

Fixação: a fixação sobre a máquina de usinagem deve ser feita com muito cuidado afim de se evitar deformações.

TIPO DE USINAGEM
ÂNGULO, AVANÇOS, VELOCIDADE DE TRABALHO
PA 6.0
POM
PP/PEAD
TORNEAR Ângulo de incidência
5-10º
5-10º
10-15º
. Ângulo de saída de cavacos
5-15º
5-10º
5-10º
. Avanço (mm/rotação)
0,1-0,3
0,1-0,4
0,2-0,5
. Velocidade de corte (m/min)
>200
>300
>250
FRESAR Ângulo de incidência
10-20º
5-15º
10-20º
. Ângulo de saída de cavacos
5-15º
5-15º
5-20º
. Avanço (mm/rotação)
>0,03
>0,2
>0,05
. Velocidade de corte (m/min)
>1000
>1000
>1000
SERRAR SERRA FITA
.
.
.
. Ângulo de incidência
20-30º
20-30º
15-30º
. Ângulo de saída de cavacos
2-5º
0-5º
5-8º
. Passo (mm)
3-8
2-5
3-10
. Velocidade de corte (m/min)
>500
>1000
~1000
. SERRA CIRCULAR
.
.
.
. Velocidade de corte (m/min)
~1500
~1500
~
FURAR
Ângulo de incidência
5-15º
5-10º
10-15º
. Ângulo de saída de cavacos
10-20º
15-30º
10-30º
. Ângulo de ponta
60-115º
60-90º
60-90º
. Avanço (mm/rotação)

0,1-0,3

0,1-0,3
0,1-0,3
. Velocidade de corte (m/mm)
50-150
50-200
100-150

NOTA

Este Boletim Técnico poderá ser alterado sem aviso prévio.

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